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terça-feira, agosto 31, 2010

Nº192 - Messias

Nome Completo: Messias Júlio Timula
Alcunha: ?
Nacionalidade: Portuguesa
Local de Nascimento: Lourenço Marques (Actual Maputo) / Moçambique
Data de Nascimento: 18 de Fevereiro de 1948 (Faleceu a 18 de Fevereiro de 1998)
Posição: Defesa-Central
Altura: 1,82m
Peso: 80Kg
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Clubes:
FIM DA CARREIRA DE FUTEBOLISTA
1977/78 - Riopele - 4 Jogos / 0 Golos
1977 - Rochester Lancers - 15 Jogos / 0 Golos
1976/77 - S.L.Benfica - 1 Jogo / 0 Golos
1975/76 - S.L.Benfica - 22 Jogos / 1 Golo
1974/75 - S.L.Benfica - 21 Jogos / 0 Golos
1973/74 - S.L.Benfica - 9 Jogos / 0 Golos
1972/73 - S.L.Benfica - 16 Jogos / 0 Golos
1971/72 - S.L.Benfica - 17 Jogos / 0 Golos
1970/71 - S.L.Benfica - 1 Jogo / 0 Golos
1969/70 - S.L.Benfica - 2 Jogos / 0 Golos
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Totais no S.L.Benfica: 123 Jogos / 2 Golos
(Campeonato 89/1, Taça de Portugal 15/0 e Eurotaças 19/1)
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Estreia: 23 de Novembro de 1969, no Bonfim
(Setúbal 1 - S.L.Benfica 0) - Entrou a substituir Humberto Coelho - Com Otto Glória
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Último jogo: 19 de Dezembro de 1976, na Luz
(S.L.Benfica 3 - Leixões 1) - Com John Mortimore
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Primeiro golo: 17 de Janeiro de 1976, na Luz
(S.L.Benfica 6 - U. Tomar 1) - Marcou o 1-0 aos 21'
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Último golo:
17 de Janeiro de 1976, na Luz
(S.L.Benfica 6 - U. Tomar 1) - Marcou o 1-0 aos 21'
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Competições Europeias: 19 Jogos / 1 Golo
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Estreia: 26 de Novembro de 1969, na Luz
(S.L.Benfica 3 - Celtic 0) - Com Otto Glória
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Último jogo: 15 de Setembro de 1976, no Dinamo Stadium, em Dresden
(Dínamo Dresden 2 - S.L.Benfica 0) - Com John Mortimore
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Primeiro golo: 19 de Setembro de 1973, na Luz
(S.L.Benfica 1 - Olympiakos 0) - Marcou o 1-0 aos 53'
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Último golo: 19 de Setembro de 1973, na Luz
(S.L.Benfica 1 - Olympiakos 0) - Marcou o 1-0 aos 53'
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Selecção: 6 Jogos / 0 Golos
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Estreia: 18 de Junho de 1972, no Estádio José do Rego Maciel, no Recife
(Chile 1 - Portugal 4) - Com José Augusto
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Último jogo: 9 de Julho de 1972, no Estádio Maracanã, no Rio de Janeiro
(Brasil 1 - Portugal 0) - Com José Augusto
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Palmarés:
6 Campeonatos Nacionais - 1970/71, 1971/72, 1972/73, 1974/75, 1975/76 e 1976/77 (S.L.Benfica)
1 Taça de Portugal - 1971/72 (S.L.Benfica)
2º Lugar na Minicopa / Brasil - 1972 (Selecção Portuguesa)
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Curiosidades (Retirado do fórum Serbenfiquista):
- Não era Messias apenas mais um jogador de expressão afro no renque do Benfica. O seu BI vermelho, exibe seis Campeonatos e uma Taça de Portugal, rico relicário, garantido em oito temporadas de presença ininterrupta no ninho da águia. Viveu a época garrida de transição das décadas de 60 e 70, tempos de supremacia, tempos também de adaptação às novas realidades pós-Abril, tempos irrepetíveis. Com Humberto Coelho investido na tarefa de patrão da estrutura defensiva, rivalizou com Raul, Zeca, Barros, Rui Rodrigues, Bastos Lopes, Eurico e Alhinho. Nesse meio, de sã disputa, Messias levou algumas vezes a melhor, mormente nas temporadas de 72/73 e 75/76, alturas em que mais jogos disputou. Campeão se fez e de novo campeão. A símploce do seu contentamento.
- Chegou ao Benfica no alvor da juventude. Natural da antiga Lourenço Marques, com apenas 19 anos, logo se viu inquilino numa casa de craques. O clube era o máximo. Tinha os melhores executantes, o melhor estádio, o melhor palmarés, os melhores adeptos. Messias intimidou-se, que o caso não era para menos. Ainda com Coluna, Eusébio, Jaime Graça, Torres, Simões, jogadores que preencheram o seu imaginário, sentia-se pequenino no começo da intimidade. A tal ponto que, nas duas primeiras épocas, só de forma bruxuleante actuou na equipa de honra. À terceira, então está bem, evidência ganhou.
- Era um defesa subsidiário, regra geral de Humberto Coelho. Não mandava, completava. Alto, tinha dotes de cabeceador. Robusto, tinha firmeza na marcação. Intuitivo, tinha colocação no espaço. Ao combinado nacional auxilio valoroso emprestou na Minicopa do Brasil, em 1972, com actuações sólidas, numa constelação de estrelas, que só o anfitrião Brasil acabaria por estorvar.
- Após 75/76, Messias deu por terminado o seu período áureo. Prosseguiu nas fileiras do Benfica, respondendo afirmativamente quando solicitado a jogar. Mas já outros companheiros ganhavam vantagem. Humilde, afectado também por maldosas lesões, reprimiu sempre a sede de revolta. Entregue à sua sorte (?), despediu-se com o Leixões, na Luz (3-1), uma semana antes do Natal de 1976.
- Continuou a jogar noutras paragens. Era o Messias do Benfica. Ficava-lhe bem. Morreu aos 50 anos, com a doença da vida. Das agruras dos seus últimos dias, mais até emocionais. Não merecia. Não merecíamos. Por isso, à laia de epitáfio, exalte-se de Messias a bem-aventurança, o campeão da simplicidade.
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Veredicto: VEDETA!

quinta-feira, agosto 27, 2009

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